
3 ideias do Fórum Longevidade para quem cuida de pessoas e carreira
Recentemente, o time da Insight esteve no Fórum & Festival Longevidade 2026, em São Paulo. Voltamos com muitas anotações e separamos três ideias que conversam diretamente com quem cuida do desenvolvimento de pessoas.
1. Geração explica menos do que a gente costuma achar
Um dos debates colocou à prova ideias que repetimos, sem questionar alguns mitos. Autonomia, por exemplo, apareceu como prioridade para os Baby Boomers, ao contrário do senso comum. E o acesso à tecnologia tem mais relação com a condição social e econômica do que com a idade.
Outro dado chamou a atenção: 65% dizem não ter programas que estimulem a interação entre gerações, mesmo reconhecendo sua importância.
Para quem trabalha com desenvolvimento, fica uma provocação: será que estamos desenhando experiências a partir das necessidades reais das pessoas ou do que imaginamos que cada geração precisa?
2. A carreira em linha reta ficou para trás
Entrar, crescer, se aposentar. Esse roteiro chegou ao Brasil com as multinacionais nos anos 50 e, de certa forma, ainda nos acompanha.
Só que a vida ficou mais longa: há 15 anos falávamos em profissionais 50+, hoje falamos em 60+.
Incluir esse público não significa devolvê-lo ao lugar de onde saiu.
Projetos, mentoria, aulas, consultoria e jornadas mais flexíveis são caminhos possíveis.
E a responsabilidade não é só das empresas: quem tem experiência também precisa estar disposto a aprender e se reinventar.
3. Transiliência: o que atravessa a mudança com a gente
Apresentado pela primeira vez no Brasil pela pesquisadora Riccarda Zezza, o conceito parte de uma pergunta simples.
Resiliência é a capacidade de superar uma dificuldade. Mas e quando não há dificuldade, e sim uma transição, como uma nova profissão, um novo papel, uma nova fase?
A transiliência olha para o que levamos conosco: experiências, relações, valores, jeitos de resolver problemas. Não começamos do zero, mesmo quando começamos algo novo.
Para quem desenha onboarding, programas de transição de carreira ou trilhas de aprendizagem, isso traz um olhar importante: reconhecer o repertório que cada pessoa já traz e pensar em como aproveitá-lo no seu desenvolvimento.
👉 Uma pergunta para ficar com você: quando foi a última vez que um programa de desenvolvimento da sua empresa foi desenhado pensando em profissionais com mais de 50 anos?




