Como a insegurança econômica afeta a inovação

Os professores da Stanford Graduate School of Business, Shai Bernstein e Timothy McQuade, unidos ao pesquisador Richard Townsend, que leciona em San Diego, Califórnia, escreveram sobre ‘Como a insegurança econômica pode afetar os funcionários em inovação’. O trio de experientes tenta destrinchar os efeitos de uma economia tropeçante no processo de criação dos seus funcionários.

A insegurança bancária não apenas causa efeitos na conta, mas também na riqueza familiar e estado de espírito dos indivíduos. Quando a economia está tropeçante, funcionários sentem-se inseguros, contendo o ímpeto inovador, evitando assim ações ousadas, e recuando dos riscos. Usando como pano de fundo a Crise Imobiliária que assolou os Estados Unidos em 2008, Bernstein, McQuade e Townsend, investigam os funcionários que tem sua capacidade de inovação estremecida pela tempestade econômica. É apontado que funcionários com pouca participação acionária, e menos amortecedores para se ajustarem as imprevisíveis dificuldades, ao evitarem a inadimplência das suas hipotecas, acabam inovando menos. Segundo Bernstein:

‘’Foi abrir os olhos e explorar os efeitos das perturbações generalizadas no mercado imobiliário para observar que quando a confiança na riqueza das famílias entrou em colapso, a criatividade também sofreu’’.

O método utilizado na construção do post cientifico foi comparar dados de funcionários de uma mesma empresa, e que residiam em mesma área metropolitana. Os empregados com declínio significativo no valor de suas residências pouco ou não inovaram. Para chegar a essa conclusão foram analisadas as patentes. Quando inventores do setor de tecnologia arquivam patentes, eles listam o nome dos funcionários que trabalharam no projeto, e esses nomes ficam ligados a produção para sempre. As patentes citadas possuem maior valor econômico. Os aflitos pelo declínio da riqueza de habitação aparecem em patentes de menor valor (as menos citadas) ou nem sequer inovam. Quanto menos riqueza, menos patentes.Os empregados temerosos preferem os avanços incrementais, aos experimentos de alto impacto, que podem revolucionar um negócio. Os funcionários em posição de risco, graças a crise imobiliária, ‘’não pressionaram para inovar, recuando dos riscos, gastando mais energia, focando e se concentrando em tarefas imediatas’’.

Momentos de crise financeira podem apavorar os que ocupam cargos mais baixos, o que tem efeitos perceptíveis no mercado de criação, já que uma parte da inovação da indústria de tecnologia acontece de baixo para cima. Períodos de crise financeira são estressantes. Maior insegurança no mercado e instabilidade financeira no nível doméstico podem ser desafiadoras das mais diversas maneiras. Uma organização bem-sucedida atenta-se a esse momento, e busca medidas de maneira a lidar com a situação. Ponderar a criação de programas de assistência para ajudar funcionários vulneráveis a enfrentarem tempos financeiros desafiadores. Os líderes também precisam se atentar as condições de saúde mental dos membros da equipe geradas pela flutuação da economia – ansiedade, depressão e outros transtornos surgem num ambiente de instabilidade, o que afeta a produtividade. Para Bernstein as conclusões do post que coproduziu podem ser eficazes na hora de ‘’ajudar as empresas a se prepararem preventivamente para as crises econômicas, antes de se tornarem problema em primeiro lugar’’.

Fonte: https://www.gsb.stanford.edu/insights/how-economic-insecurity-affects-worker-innovation

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