Em uma crise as formas de agir se distinguem tomando caminhos opostos em sua resolução. Algumas pessoas não transformam suas ações e as mantém em uma posição reativa ao que tem acontecido enquanto outros usam a maré ruim para remar de outra forma, tendo uma atitude proativa. As duas reações trazem consigo um revés.
Ser mais reativo a uma situação de crise caracteriza-se por manter as coisas como estão, e ir lidando conforme os acontecimentos. Sabe-se o que tem que ser mudado, porém há um desconforto em agir. Na maioria dos casos, demora-se para tomar uma decisão necessária e o problema cresce em proporções que não podem ser mais sanadas e no caso de um negócio, este acaba fechando.
Já atitude proativa, é dotada de medo e de um desejo de mudança. As pessoas com essa atitude, veem a necessidade de mudança e começam então a traçar métodos para mudar. No entanto o medo de tomar as atitudes necessárias torna-se presente, pois, querendo ou não estão saindo de sua zona de conforto. A ação proativa pode ser classificada como a mais criativa e ao mesmo tempo a mais arriscada.
A chave para sair de uma crise é a mescla das duas reações, não se pode deixar o barco naufragar aos poucos, como também não adianta navegar e afundar milhas a frente. Ser mais criativo e proativo ampliam a nossa visão do problema – não é à toa que devemos pensar fora da “caixinha” – e ao mesmo tempo, a segurança de agir de forma controlada ajuda em não pular de cabeça em uma solução nova sem antes avaliar os contras.
O poder de criar nas adversidades é louvável, e muito dos inventos que conhecemos hoje em dia surgiram de necessidades, de momentos de crise. A inovação cria oportunidades, e nas crises as oportunidades diminuem. Reajustar o foco, alinhar um novo rumo e seguir adiante de forma calculada é a receita para se manter navegando em uma maré de crise.


