Para muitos empreender está no sangue, no DNA e o empreendedor irá desenvolver sua natureza a qualquer momento. No entanto, para outros, empreender parte da necessidade, do momento onde “a água bate na bunda” e assim no aperto se faz necessário um pensamento para ganhar dinheiro. Desses dois pontos iniciam-se grandes negócios, do empresário que enxerga um nicho de mercado de longe até a empregada doméstica que vende cosméticos no edifício no qual trabalha.
No mundo feminino o começar de uma empresa marca o início de uma independência. Muitas investem em negócios próprios para poderem gerenciar melhor sua jornada dupla de trabalho – entre a vida profissional e a família – e ao mesmo tempo para desenvolverem uma ideia que tiveram para ganhar dinheiro. Não só criando um novo negócio, mas também assumindo uma posição de liderança em sua própria empresa.
Zica Assis é hoje em dia conhecida como uma das empresarias mais bem sucedidas do país. Para alcançar o posto teve sua trajetória marcada com muita persistência e esforço. Zica como a maioria das mulheres sempre se preocupou com seus cabelos, e um dia deve um insight e se questionou porque não haviam produtos para manter – os cabelos crespos – da forma como eles eram, e bonitos. Foi então que ela resolveu começar um curso de cabeleireira e depois de 10 anos testando fórmulas no cabelo do irmão, chegou ao resultado desejado às madeixas. Foi então que desenvolveu um produto, criou um salão dedicado as pessoas de cabelos crespos e hoje tem redes no Rio de Janeiro, Bahia, Espirito Santo e São Paulo.
Outro exemplo de mulher decidida nos negócios é o da empresaria Maria Fernanda Rizzo, que se desdobrava entre a rotina de trabalho e da criação de sua filha. Rizzo preparava todos os dias assim que chegava em casa, papinhas orgânicas e se deparou com o questionamento se não haviam pessoas que produziam esse produto no Brasil e descobriu que não. Com um investimento, e a realização de pesquisa de mercado, Fernanda desenvolveu receitas orgânicas e iniciou a produção de papinhas. Hoje são vendidas mais de 30 mil refeições, espalhadas por 40 pontos de vendas ao redor do Brasil. O negócio até a metade do ano passado já havia arrecadado R$ 1,2 milhões.
Como modelo de intraempreendedora, temos Iris Barbosa. Que começou a trabalhar na rede de fast food McDonald’s aos 16 anos e depois de passar por diversos cargos cresceu na empresa e aos 41 anos se tornou coordenadora da universidade corporativa da rede e hoje é coordenadora do setor de formação de executivos na América Latina da Apple. Os casos como os de Iris, tem se expandindo. O número de mulheres em cargos de liderança vem crescendo, a exemplo temos o salto de 3% para 14% em 2014 de mulheres como CEO’s de grandes grupos.
As três mulheres são exemplos de empreendedoras. As duas primeiras souberam investir em nichos de mercado que não eram muito visados. Diferente do que ocorre com muitas mulheres, que começam seus negócios fazendo “mais do mesmo” sem se especializar em algo. A terceira especializou-se dentro da empresa na qual trabalhava, dedicou-se e foi trilhando uma carreira de sucesso aproveitando os caminhos oferecidos. Esses são o ponto que as novas empreendedoras devem se atentar, a inovação e o aproveitamento das oportunidades, pode ser fazendo um produto que já vem sendo feito, ou um serviço que já é oferecido, mas fazer com o jeitinho que elas tem. Dar sua cara ao seu negócio visando um público alvo especifico, especializando no que já está fazendo são passos para a criação a alma de qualquer negócio.


