Funcionários criativos não são alvo apenas de produtoras e agências de publicidade, como muitos pensam, outros ramos e até mesmo a indústria tem procurado pelos criativos para trabalhar nas áreas de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Dos 892,5 mil trabalhadores relacionados ao universo criativo 221 mil atuam na indústria de transformação.
Uma pesquisa realizada pela Firjan, indicou tendências que vem ocorrendo no mercado profissional em benefício da criatividade. Dentro da indústria as empresas tem investido na criatividade para criação de novas tecnologias, moda, design no intuito de agregar valor ao produto final. Isso representa uma evolução do trabalho da indústria que sinaliza para uma tendência não só no Brasil, mas no mundo todo, que é abarcar maior valor agregado a partir de trabalhadores criativos dentro da indústria clássica.
O estudo realizado apontou também a questão salarial, uma vez que o funcionário criativo tende a receber três vezes mais que a média brasileira. Enquanto o trabalhador brasileiro médio ganha pouco mais de R$ 2 mil o criativo supera R$ 5,4 mil mensais. O valor é justificado pela qualificação exigida e especialização que os criativos devem ter.
O maior contingente de funcionários criativos foi encontrado em São Paulo (349 mil) e Rio de Janeiro (107mil) representando 51% do número desses profissionais. E em relação ao espaço de trabalhadores no mercado de trabalho dos dois estados representam 2,5% e 2,3% respectivamente, ficando acima da média nacional que é de 1,8%. No entanto o número de criativos cresceu no país inteiro nos últimos dez anos, hoje há força expressiva em 23 dos 27 estados.
Mesmo assim, por serem os estados com maior número de trabalhadores criativos, São Paulo e Rio de Janeiro acumulam também os salários mais altos. Destacando um dos pontos da pesquisa que revela o crescimento do setor em regiões mais desenvolvidas, onde as indústrias abandonaram o padrão clássico investindo em agregar valor e criatividade.
Foi apontado também o crescimento das empresas propriamente criativas, que cresceu 69,1% na última década. Quanto ao crescimento gerado ao PIB brasileiro houve aumento de 69,8% em relação a 2004 que tinha marca de 2,1%.
Na pesquisa os segmentos criativos foram divididos em quatro grandes áreas:
– Consumo: Arquitetura, publicidade, design e moda;
– Cultura: Patrimônio e artes, artes cênicas, música, expressões culturais;
– Mídias: Editorial, audiovisual;
– Tecnologia: Biotecnologia, pesquisa e desenvolvimento, tecnologia da informação e comunicação – TIC.
Fonte: Exame.com


