Planejamento e tomada de decisões em um mercado de risco

Hoje em dia tem se tornado cada vez mais difícil realizar previsões sobre os mercados financeiros ao redor do mundo, a influência das economias uma sobre a outra tem ocasionado crises repentinas que podem ser devastadoras ou benéficas para muitas organizações. Em meio a tantas incertezas, as decisões dentro de um empreendimento devem ser  alinhadas e levar em consideração as variáveis que podem ocorrer no futuro.

É importante realizar um planejamento pensando no futuro e em como as situações podem ocorrer. Imagine que neste processo você deve avaliar todas as possibilidades que poderão acontecer, por exemplo, nos próximos cinco anos. Avalie ações que podem ser tomadas em relação aos dois lados: a um mercado favorável e outro não. Quando terminar esse planejamento, você vai enxergar um leque de alternativas para diversas situações.

Depois disso, podemos então, começar a pensar no processo de decisões a serem tomadas para que a corporação atinja os melhores resultados. Falando um pouco sobre decisões em tempos de incerteza, a maioria das pessoas costuma utilizar a intuição para resolver questões que não estão familiarizados. No entanto um estudo realizado em 1990 pelo psicólogo Gary Kein com enfermeiras em prontos-socorros, bombeiros e soldados em guerra. Apontou que embora todos os profissionais tenham atribuído suas ações ao instinto, eles agiam por meio de informações armazenadas de situações parecidas, que então eram processadas para resolver de forma estratégica a situação apresentada.

O estudo mostra que dependendo da maneira como a situação se apresenta agimos de uma forma, embora nosso cérebro esteja utilizando nossa memória para resolver com o sucesso esperado. As situações apresentadas aos candidatos do estudo poderiam ser inesperadas, mais as informações para resolvê-las já eram conhecidas, então as decisões acabaram sendo executadas de forma programada.

Estamos aqui falando de um panorama nebuloso que pode ser previsto por meio de suposições, mas que ainda não foi vivido, que irá ocasionar uma demanda maior de adequações em nossos processos de decisões. Um outro estudo apresentado por James A. F. Stoner e R. Edward Freeman monstra como podemos agir para atingir as melhores decisões no intuito de estabelecer os melhores resultados, dividindo o processo e quatro etapas:

– Exame de situação: definição do problema, identificação dos objetivos para a decisão e diagnóstico da causa;

– Criação de alternativas: pensar em alternativas que sejam criativas para a resolução;

– Avaliação e seleção de alternativas: elegendo a mais adequada à situação;

– Implementação e monitoramento da decisão: este último item envolve o planejamento falado no início desse post, é o gerenciamento e acompanhamento das implementações e realizando os devidos ajustes.

Os quatro passos serão baseados nesse processo de planejamento falado no início do texto, será através dele que encontraremos os caminhos para a melhor solução. Como dito, esse planejamento para o futuro deve contemplar todas as opções possíveis para o prazo determinado, sem deixar de lado uma pitada de nossa intuição. Embora não seja possível ter exatidão nas previsões é importante usar o planejamento e traçar um caminho para as decisões que poderão ser tomadas dadas as situações.

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