Jean Piaget, um célebre biólogo suíço, desenvolveu a teoria da epistemologia genética. “Mas o que é esse palavrão?” – você deve ter pensado. Vamos ver a explicação passo a passo (que é mais simples do que parece). Segundo Piaget, a epistemologia genética consiste na descrição dos processos de produção do conhecimento científico. Em outras palavras, o que o biólogo desenvolveu e estudou em profundidade, é a forma como cada ser humano desenvolve sua inteligência.
Não é novidade que aprender é de suma importância. O cotidiano pode ser considerado como uma escola, com aulas das mais diversas formas, que colocam o ser humano, constantemente, em posição de aluno. O clichê “a vida é uma escola” nunca fez tanto sentido, considerando o bombardeamento contínuo de informações sofrido por todos nós.
Entrando agora no âmbito da aprendizagem, as únicas formas de ensino conhecidas pela maioria são as tradicionais: compostas por uma sala de aula com carteiras, quadro, professor e alunos. No entanto, esse texto breve tem como objetivo mostrar para você, leitor, que essa forma tradicional não é a única (e em relação a diversidade das personalidades, talvez nem sempre seja a mais eficaz, conforme Piaget).
Pensando dentro de um contexto empresarial, suponhamos que você seja funcionário de uma empresa e esteja assistindo aulas para aprender um novo conteúdo exigido pelo seu chefe. Ao acompanhar, anotar, ouvir e perguntar, sua sensação ao sair da classe é de entendimento completo e de preparação para aplicar as novas técnicas assimiladas. Porém, temos a seguinte questão: é apenas no ambiente de ofício que as coisas realmente acontecem. A real apreensão de qualquer conteúdo ou atividade se dá na prática, e nesse momento, o professor não estará ao lado de cada aluno a fim de auxliar. Pensando assim, um suporte que pudéssemos consultar sempre que quiséssemos seria de grande ajuda, não? – “Seria. Mas onde encontraríamos algo assim?” – no Blended Learning. Não entendeu? Fique tranquilo. Vamos passo a passo.
O Blended Learning (“aprendizado misturado”, traduzido do inglês) consiste numa junção das práticas de ensino tradicionais e novas. Como derivado do E-learning, prática de ensino à distância através de plataformas online e atividades nas quais o aluno interage com o professor sem precisar estar no mesmo espaço físico, o B-Learning é uma mistura das técnicas presenciais com as virtuais. “Mas como isso acontece?” – Vamos lá. Imagine que após um encontro presencial, os treinandos possam aprofundar seus estudos em um ambiente virtual, que fará com que além do contato face a face, haja também algo que ultrapasse isso, tendo a mesma eficiência. “O que?” – um suporte. Tal ajuda consiste na disponibilidade de tutores e consultores para a resolução de qualquer dúvida na aplicação prática dos conceitos, como aulas gravadas, transmissões ao vivo, fóruns e chats de temas pertinentes ao dia-a-dia de quem é treinado. É possível ainda que nesse mesmo ambiente virtual os alunos possam se preparar melhor para os encontros presenciais, acessando os mais profundos e variados tipos de materiais disponíveis online, possibilitando que o momento dos debates e práticas sejam mais ricos e produtivos.
Portanto, o B-learning, não só dentro do contexto corporativo, mas também do educacional em geral, é uma tática de grande eficácia que traz uma nova visão do mundo pedagógico e aumenta o interesse pela aprendizagem, ao passo que atende as necessidades de todos os envolvidos. Esse novo método agrega valor a toda uma era de ensino tradicional e, não obstante, abre cada vez mais espaço para ter seu lugar fixo num futuro mais próximo do que imaginamos.


