Tomada de decisão, segundo Daniel Kahneman

Ao tomarmos uma decisão, avaliamos diversos pontos de vista. Principalmente quando a decisão a ser tomada poderá influenciar todo andamento de uma corporação. Nesses momentos muitos usam a intuição para resolver a questão, e poucos pedem conselhos ou uma segunda opinião para conseguir escolher a melhor decisão.

“Em geral, as pessoas têm a ilusão de que compreendem o que está acontecendo no presente melhor do que são capazes de fato. Eu sustento que a nossa habilidade de entender as situações depois que elas acontecem – ou de acreditar que as compreendemos – contribui para a ilusão de que podemos prever o futuro. Mas não existe nada que eu conheça sugerindo que esse fenômeno interaja especificamente com a incerteza ou com períodos de crise. ” Afirma Daniel Kahneman, Ph.d em psicologia pela Universidade da Califórnia e ganhador do Prêmio Nobel em economia em 2002.

Segundo Kahneman, existem situações onde é necessário o aconselhamento, pois há momentos em que as pessoas não se sentem completamente seguras de suas decisões, sentem que estas não são tão boas quanto gostariam. Geralmente essas pessoas estão em um momento emocionalmente ruim, sentem-se perdendo ou inseguras em momentos instáveis como os que vivemos ultimamente. Por isso, aconselha que nesses momentos o ideal é desacelerar antes de tomar uma grande decisão e entender que se recolher não é tão ruim. Quando estamos nessa posição temos a tendência de nos tornarmos mais conservadores, e não confiarmos tanto em nossa intuição. Aceitamos mais conselhos e seguimos mais regras.

Uma dica importante para o momento de decisões é se reunir com as pessoas envolvidas no processo e então tomar a melhor decisão, após tomada, distribua uma folha à essas pessoas envolvidas e proponha: Neste momento estamos no futuro, um ano após esta decisão escolhida ter sido tomada, usando nossa capacidade de percepção, escrevam todos em seus papéis todos os problemas que enfrentamos com esta decisão. Por fim recolha os papéis e leia-os em voz alta. Cada opinião e analise formam a legitimação do fracasso que, então, poderá ocorrer, e assim fica mais fácil conseguir identificar o que pode ser mudado para que os futuros erros não aconteçam. O exercício também foi desenvolvido por Daniel Kahneman.

 

Fonte: Revista da ESPM – ano 21 – Edição 97

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