Autoconhecimento o caminho para a inteligência emocional

Psicólogos e cientistas que estudam o comportamento humano há muito tempo realizam pesquisas para conseguir identificar e separar nossa inteligência de nosso instinto. Alguns resultados destas pesquisas já são conhecidos pelo grande público, mas uma outra parte não. Está parte ainda obscura traz características interessantes referentes a nossa inteligência emocional, e sendo conhecida pode auxiliar-nos em nosso comportamento no dia-a-dia.

A inteligência humana é mutável, podemos altera-la constantemente. Usamos como referência nosso passado, as experiências adquiridas e coordenadas por ela para o desenvolvimento das situações vividas. Consideramos como inteligências as habilidades cognitivas que possuímos e que nos ajudam a enfrentar e interagir aos acontecimentos vividos, é a capacidade que possuímos de atingir objetivos e enfrentar desafios.

Em comparação, se formos um pouco mais céticos conseguimos enxergar o nosso instinto como um método de inteligência também, pois, embora este não possua referencias comprovadas, agimos conforme a situação imposta e mesmo sendo uma atitude automática não deixa de ser legitima e ter o intuído de atingir o melhor resultado, no entanto apenas para nós. Usamos como exemplo os animais, como o cachorro que mesmo domesticado ainda reproduz inúmeras características dos que vivem na natureza.

No processo diário, a junção da inteligência e nosso instinto constituem as decisões que tomamos e alteram nossa forma de agir com cada situação. Em meio a esse processo o ser-humano ainda conta com a ajuda – ou atrapalha –  das heurísticas, que podem ser definidas como uma característica humana, instintiva muitas vezes, e auxiliam em momentos decisivos. Como tudo na vida, tem suas características positivas e negativas, de modo positivo nos ajudam a solucionar problemas mais complexos de forma racionalizada e no âmbito negativo é responsável pelo julgamento que fazemos de pessoas ou situações antes de conhece-las.

As heurísticas geralmente podem ser divididas em cinco tipos:

– Heurísticas de disponibilidade: processo de assimilar dados que simultaneidade vem a nossa mente, usando nossa capacidade de atenção/concentração aliada ao uso de nosso esforço mental.

– Heurística de afeto: com certeza uma das mais perigosas, esta é o processo onde somos influenciados por nossas afinidades, sentimentos e antipatias para formular crenças e ações.

– Heurística 3D ou ilusão de ótica: é quando interpretamos um objeto bidimensional ou tridimensional.

– Heurística de julgamento: neste processo também realizamos associações de similaridade às ações que acontecem, sem nos darmos conta.

– Heurística de avaliabilidade: é o processo de avaliação das decisões tomadas. Possivelmente o mais racional dos cinco. Usamos as informações e experiências para avaliarmos o caso e só então assumirmos um posicionamento.

Entendermos como o nosso cérebro processa as informações que recebemos nos ajuda a construir formas de pensamento mais conscientes e então usarmos a inteligência ao invés do instinto. Como já sabemos nosso cérebro processa as informações de modo que prevaleça a eficiência em troca da profundidade, por isso muitas vezes em momentos de conflitos usamos o instinto e abrimos mão de sermos inteligentes e mais racionais.

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