Muitos não acreditam na divisão entre gerações, mas para analisarmos os fenômenos que ocorrem no comportamento humano ao decorrer dos tempos, a divisão se torna um método mais fácil. Embora muitos digam que sempre é assim e que todas a gerações já passaram por essas avaliações e julgamentos, o que é verdade. Porém, diferente das outras que mostraram o que queriam logo de cara, causaram seus estardalhaços e revoluções. A geração Y ainda não mostrou à que veio. Por isso, como citado em nosso post “A necessidade de conhecer a geração Y”, para muitas empresas ainda existe um tabu na hora de contratar e promover os jovens.
A lista de “defeitos” é enorme, mas devemos encarar as características negativas como um empecilho tão grande? Ou devemos abrir a perspectiva e enxergar o lado positivo? Listaremos cinco pontos acusados pelas empresas como defeitos e que podem se tornar um diferencial competitivo:
1 – Ansiedade
O jovem hoje em dia é a encarnação da ansiedade, não que outras pessoas não sejam, mas a ansiedade na juventude é considerada um problema crônico. Porém, como diz Sidnei Oliveira, a ansiedade pode ser usada para acelerar as coisas. Pode tornar o jovem mais atento, detalhista e até estratégico. Pois, a preocupação com o futuro se direcionada auxilia o jovem a se planejar e investir na carreira.
2 – Impaciência
Tudo pra ontem! As coisas devem acontecer em tempo recorde, pois, não se pode perder tempo esperando. Esse é outro problema dos jovens. No entanto, a impaciência pode ser usada para o estimulo do autodesenvolvimento. “A vontade de subir rápido na carreira pode fazer com que o jovem se mobilize para adquirir as competências que ainda não tem”, diz Sidnei.
3 – Superficialidade
Com o acesso ao conteúdo instantâneo, o aprofundamento se tornou raro. E é visto com uma falha da nova geração. O jovem acredita que sabe de tudo, mas sabe apenas uma parte, não vai até o fim da questão. Ao mesmo tempo, desenvolve-se a capacidade de fazer mais coisas ao mesmo tempo, aliada a agilidade. A vantagem está relacionada ao trabalho que ele desenvolve, se é algo onde a necessidade de visão do todo seja valorizada, superficialmente, como conhecimento básico, ele é ideal. Agora para as funções onde há apenas uma questão, deverá ocorrer um esforço em treiná-lo.
4 – Necessidade de feedback constante
Os jovens tem maior necessidade de saber como anda o trabalho que estão executando e geralmente estão na busca de elogios. E isso irrita muitos gestores, pois, muitas vezes ocorrem críticas, e muitos ainda não conseguem lidar com elas da melhor forma. Mas há grande uma importância no feedback, ele estimula quando é bem trabalhado e gera uma autocritica, favorecendo o aprendizado.
5 – Arrogância
Esse é o pior problema dessa geração. E é difícil enxergar pontos positivos. Mas pode-se enxergar uma autoconfiança maior, e na opinião de Sidnei: “A autoconfiança nos torna mais propensos à experimentação e facilita nossa exposição a riscos, o que pode ser muito bom. Se o jovem souber aprender com as consequências disso, está no lucro”


