Desenvolvendo para cumprir objetivos mais estratégicos.

O brasileiro com idade entre 24 e 29 anos estuda em média 9,7 anos, é a segunda média maior, a primeira 9,8 anos, fica por conta das pessoas com idades entre 20 a 24 anos, segundo Pnad 2011.  O número de anos é baixo se levarmos em consideração que são necessários pelo menos doze anos para o término do ensino fundamental e médio, mais a variável de dois a cinco anos para a formação superior.

Após formado ou ainda em formação, o estudante é inserido no mercado de trabalho e se depara com teoria versus prática, e com o tempo vai absorvendo ambas as partes e moldando sua carreira profissional. No entanto, conhecimento nunca é finito e reciclar-se e desenvolver novas habilidades é fundamental para manter-se em crescimento.

Por isso, de olho no conhecimento e nas habilidades de cada colaborador, as empresas tem investido em uma forma de expansão do capital intelectual de cada setor que as compõe, baseadas em métodos que acompanhem novas tendências de negócio e a economia global. Surgem assim as Universidades Corporativas, que não são instituições de ensino comum, elas são criadas e coordenadas pelas próprias empresas e voltadas para o desenvolvimento de novas competências entre seus colaboradores, clientes e até mesmo fornecedores.

No Brasil as universidades têm tomado espaço cada vez maior, e o crescimento tem sua influência desde o sucesso das universidades corporativas americanas até a intenção de reduzir a defasagem no estudo brasileiro, como apontado no início do post. A implantação também é vista pelas grandes empresas como uma forma de alinhar todos os setores à uma mesma missão do empreendimento, facilitando o rendimento total de todas as áreas.

A exemplos de Universidades que tem dado certo no país, pode-se citar o Isvor (Instituto de desenvolvimento do Grupo Fiat) que além de oferecer aprendizagem para toda gama de colaboradores, do chão de fábrica ao presidente, abre suas portas para o treinamento de funcionários de outras empresas também, como TIM e GE. Há também a conhecida como “Universidade do Hambúrguer” localizada em Alphaville e criada pela rede de fast food Mc Donald’s, que visa instruir funcionários de toda rede da América Latina. A ideia tem se expandido para as médias e pequenas empresas também, mas com uma roupagem diferente e voltada para planos específicos de treinamento.

Assim, de maneira mais objetiva e organizada grandes empresas tem obtido maior aproveitamento da capacidade de cada colaborador ampliando o campo de aprendizado de cada um deles e direcionando para os objetivos pretendidos pela empresa. Além de consertar a defasagem de estudo de muitos profissionais brasileiros.

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