Criada com intuito de preservar e proteger estudiosos, intelectuais e acadêmicos em regiões de conflito, a “Scholars of Risk” [‘Intelectuais em perigo’ – site em inglês], procura garantir a liberdade acadêmica e oferece bolsas de estudos e pesquisa sem intimidação política ou qualquer forma de censura. A ideia foi fundada a partir de uma pesquisa que constatou que no decorrer da história da humanidade muitos acadêmicos foram mortos por regimes conservadores e por consequência grandes pesquisas foram perdidas.
O projeto surgiu na Universidade de Chicago em 1999, e apresentado ao restante do mundo em 2000. Hoje em dia o programa conta com universidades ao redor do mundo, com mais de 40 instituições do Reino Unido conveniadas e outras 130 nos Estados Unidos, além de muitas outras ao redor do mundo. No momento nenhuma universidade brasileira participa da rede, e a America Latina está representada por universidades na Bolívia, Colômbia, Peru e Venezuela uma em cada país, todas engajadas em defender o direto à educação e garantir a continuação de pesquisas. Além das universidades, organizações de defesa aos direitos humanos foram conveniadas e assim foi criada a Rede de Educação e Direitos Acadêmicos (NEAR), tendo sede na CARA (Conselho para Acadêmicos em Risco).
São atendidos acadêmicos, que passam em seu país por processos de retaliação à conduta acadêmica ou ao discurso, como conteúdo de palestras ou de publicação, na forma de assédio, violência, prisão ilegal, muitas vezes incluindo a tortura ou ameaças à vida. Há também ameaças vindas de governos são provavelmente a maioria, mas muitas partem de fontes não-estatais, incluindo grupos paramilitares, criminosos, religiosos ou étnicos etc. Exemplo o professor congolês de literatura comparada Felix Kaputu que foi preso, torturado e jurado de morte após ser acusado de participar de um grupo separatista.
Os recursos para o programa vem de financiamentos, principalmente de doadores individuais, acadêmicos, e de fundações ao redor do mundo. Para cada US$ 1 doado, é alavancado mais de US$ 3 de suporte para os estudiosos, tornando o projeto muito eficaz e eficiente. Mesmo assim se faz necessária mais ajuda para continuar.
A iniciativa vem ganhando prêmios no decorrer dos anos, o último prêmio foi o Global Citizenship Award, Tufts University 2014 (Prêmio Global de Cidadania da Universidade de Tufs – Massashucettsm, Estados Unidos) em homenagem ao trabalho de Dr. Jean Mayer, cujo lema era: Bolsas de estudo, pesquisa e ensino devem ser dedicadas a resolver os problemas mais urgentes que o mundo enfrenta.”
Projetos assim, salvam não só seus atingidos, mas a esperança de pequenas nações, pois, como citado no lema acima, as pesquisas realizadas criam melhorias para o mundo e não apenas aos envolvidos. São iniciativas assim que devem ser espalhadas pelo mundo, principalmente durante essa onda de pessimismo que vivemos.
Fontes:
http://scholarsatrisk.nyu.edu/About-Us/History.php


