Para que as empresas estejam preparadas para inovar é fundamental uma desconstrução como primeira etapa.

“Tudo flui e nada permanece; tudo se afasta
e nada fica parado. Você não consegue se
banhar duas vezes no mesmo rio, pois outras
águas e ainda outras sempre vão fluindo. É
na mudança que as coisas acham repouso.”
Heráclito (535-475 A.C)

A mudança continua o seu curso. Ela está mais veloz. Os últimos vinte anos produziram mais conhecimento que toda a história do mundo. A velocidade da mudança impacta nossa visão e toma de nós mais tempo do que temos. A ordem do impacto está à vista, na sociedade, nas empresas, em nossas vidas.

Para obter êxito na vida é necessário mantermos em nossa mente que estamos em constante mudança. Na carreira profissional não é diferente, portanto, temos que internalizar o fato de que tudo está em constante transformação, inclusive – se não principalmente – nós, seres humanos.

No âmbito corporativo, tais mudanças não se aplicam apenas a meios e máquinas, mas também (e acima de tudo) às pessoas. A fim de alcançar resultados superiores diante dos desafios organizacionais constantes, é preciso sabermos que a mudança é dupla: para que a organização esteja preparada para algo novo é fundamental uma desconstrução como primeira etapa, que nos prepara para o próximo nível.

O colaborar é a chave para essa transformação. A metamorfose de mais relevância é a do comportamento. A partir daí, quando nos considerarmos abertos as coisas novas e nos dispusermos a apreender novos conceitos é que a mudança se tornará completa.

As transformações econômicas ampliam os conflitos e muitas vezes embaralham os objetivos, as metas, os processos e atividades que executamos todos os dias. Estar livre para novas formas de adquirir conhecimento é o que nos deixa mais aptos, capazes e detentores das habilidades e atitudes necessárias para enfrentar tempos de incertezas como estes.

Nesse cenário, as organizações precisam estar atentas ao nível de desenvolvimento comportamental de suas equipes, preparando-as para estarem cada vez mais alertas com relação ao próprio comportamento.
É preciso que os gestores de pessoas capacitem e deem liberdade, para que elas façam uso da própria criatividade, para que enxerguem os problemas de forma diferente e adquiram as competências necessárias a fim de resolverem as situações desconhecidas que ainda estão por vir.

Conversar, trocar experiências, aumentar o conhecimento e a habilidade para se adaptar às novas condições é indispensável. Dessa maneira, a evolução de pensamento e aprendizado entrarão em estado de inércia, trazendo resultados no aumento da capacidade e da aptidão.
Enquanto alguns usam lenços para enxugar as lágrimas, outros os distribuem.

Como estamos preparando nossas equipes para lidar com esses dilemas?

Miguel Feyo

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