O Cheiro dos Dados

Participar do Festival Path e montar uma agenda com possibilidades tão multitemáticas não foi tarefa fácil! O bom é que todas as opções trazem ponto em comum: Inovação e Criatividade, então, mesmo que você “erre”, acaba “acertando”.

Foi isso que aconteceu comigo.

Selecionei uma palestra e acabei não conseguindo entrar. O plano B era em outro prédio e eu não chegaria a tempo, então, qualquer sala com vagas já estaria ok. Entrando em uma delas, olhei o tema: “O cheiro dos dados”. What?!

Antes de começar a questionar, fui rapidamente cooptada pela holandesa Leanne Wijnsma, que compartilhou sua pesquisa sobre a relação entre liberdade e tecnologia; e a prototipagem de um dispositivo que libera “odor” ao identificar que o usuário está colocando em risco suas informações pela internet.

Eu, que trabalho com educação corporativa e me aprofundei muito nos últimos anos na área de Saúde e Segurança, fui rapidamente cativada pelo tema e comecei a sentir o “sabor” da aprendizagem acontecendo.

Guiada pelos caminhos de Leanne, me dei conta de como o mundo virtual neutraliza nossos instintos. Em Segurança, falamos sobre eles quase todos os dias e, pode até parecer exagero, mas você consegue encontrar todos na categoria Super Poderes. São nossos 5 sentidos: Olfato, Tato, Visão, Paladar e Audição. Na prática, são nossas armas contra os perigos reais.

Porém, no mundo virtual, eles sofrem o “efeito criptonita” esão quase neutralizados.

Como assim? Vamos imaginar que você está em casa e sente um cheiro de gás, automaticamente seu olfato identifica aquele odor e aciona reação instintiva que te faz compreender que o perigo está próximo e, por consequência, age para resolver aquela situação de risco. Certo?

Muito bem! Agora pense que você está finalizando uma compra de uma promoção, enviado para seu e-mail de um site famoso e conhecido. Você não teve dúvidas em selecionar a compra e colocar seu número de cartão. A um passo de finalizar a operação, colocando os 3 números do código de segurança, você sente um cheiro esquisito vindo do computador. Um cheiro podre. Sente um gosto estranho na boca. Uma luz vermelha sai da sua tela e sua mãe gritando “é conto do vigáaaaaaarioo” e então, deleta a operação. Certo? Não? Ainda não…risos.

A proposta inovadora da Leanne é justamente criar um dispositivo que ao identificar uma situação de risco, de vazamento de informações pela internet, por exemplo, um dispositivo libera um “odor” ativando seu olfato e acionando suas reações instintivas diante do perigo eminente.

Enquanto Leanne não nos brinda com esta solução inovadora, nosso comportamento pode e deve ser seguro para que não tornemos nossos smartphones e afins, verdadeiras “caixas pretas” para hackers.

Veja algumas dicas onde deixamos o rastro com o “Cheiro de nossos dados”:

1. WiFi Público: Faça uso do seu próprio pacote de dados, ao usar o público você expõe seus dados.

2. Suas pegadas: Possibilitam mapear nossos roteiros facilmente. Desabilite seu WiFi, Localização e Bluetooth.

3. Aceitar Termos e Condições: Pode permitir ter mais acesso a seus dados do que você imagina. Leia antes de clicar.

4. Cookies: Armazenam o que você está visitando na rede. registram endereço de e-mail, logins e senhas, as preferências de pesquisa no Google. Instale um bloqueador de cookies.

5. Visitar web sites não seguros: são iscas para captar suas informações de compras, por exemplo.

Simples? Acho que não, mas mudar alguns comportamentos parece bem mais fácil, perto do desconforto ser alvo fácil de vazamento dos seus dados.

Ana Paula Pozuto é sócia-diretora da Insight Company com forte atuação em curadoria e didatização de conteúdos corporativos.

Um dos pilares da Insight Company são os programas voltados a consolidação da Cultura de Saúde, Segurança e Sustentabilidade nas Organizações.

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